Uber Eats fará entregas por drones em nova parceria para acelerar pedidos

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A Uber e a Zipline firmaram uma parceria para realizar entregas por drones na plataforma do Uber Eats, com a meta de alcançar um milhão de entregas diárias até o fim de 2029.

O acordo inclui um investimento da Uber na startup sediada em São Francisco, cujo valor não foi divulgado pelas empresas. As primeiras operações começam até o fim deste ano nos mercados onde a Zipline já atua, com planos de expansão para dezenas de cidades dos Estados Unidos.

Investimento e primeiras operações da parceria

A Zipline fechou recentemente uma rodada de financiamento Série H estendida no valor de US$ 800 milhões, elevando sua avaliação para US$ 7,6 bilhões.

A parceria com a Uber marca a entrada dos drones da empresa na plataforma de entregas de comida, começando pelas regiões nas quais a startup já mantém operações consolidadas.

As entregas iniciais devem acontecer até o fim de 2026, conforme comunicado divulgado recentemente. O Uber Eats usará os drones da Zipline como mais uma opção logística, com estimativa de cumprir pedidos em um intervalo de 5 a 10 minutos.

Estratégia da Uber com entregas autônomas

A Uber vem adicionando múltiplos parceiros de entrega por drones enquanto busca caminhos para manter o crescimento do Uber Eats.

A gigante de transporte por aplicativo replica o modelo de negócios já adotado para robotáxis e outros serviços construídos em torno de veículos autônomos: trazer o maior número possível de empresas para sua plataforma.

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Essa abordagem ajudou a Uber a permanecer na vanguarda de novas tecnologias mesmo após vender programas próprios, como o serviço de carona aérea Uber Elevate e o Uber Autonomous Technologies Group, que desenvolvia veículos autônomos.

Os investimentos formam uma parte central da estratégia, com mais de US$ 10 bilhões comprometidos em dezenas de fornecedores de veículos autônomos.

Atritos recentes no ecossistema de parcerias

A estratégia de parcerias da Uber não está imune a conflitos. A companhia entrou recentemente em atrito com a Waymo, uma das parceiras de maior visibilidade até o momento.

A expectativa é que ambas as empresas encerrem a relação quando os contratos expirarem, em 2028.

Além disso, a Uber e a Waymo estão em lados opostos de uma disputa crescente sobre a regulamentação de veículos autônomos.

O cenário ressalta que o modelo de múltiplas parcerias, embora eficiente para acelerar a adoção tecnológica, também expõe a companhia a divergências estruturais.

Histórico da Uber com drones e o retorno ao segmento

A Uber já havia testado o conceito de entregas por drone quando ainda mantinha a divisão Elevate. A retomada da ideia ocorreu no fim do ano passado, com o anúncio de uma parceria com a startup israelense Flytrex, acompanhada de um investimento menor.

Agora, com a Zipline, a companhia aprofunda a aposta no segmento. O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, afirmou em entrevista ao The Wall Street Journal que o comércio verdadeiramente rápido está se provando um mercado ainda maior do que o mercado original de comida.

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Segundo ele, a expectativa é de que a iniciativa gere um impulso relevante para a próxima etapa de crescimento do Eats.

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O posicionamento da Zipline e a visão sobre a revolução logística

O cofundador da Zipline, Keller Cliffton, declarou em comunicado que toda grande revolução nos transportes mudou onde as pessoas moram, como as empresas operam e como as economias crescem.

Ele afirmou ainda que a parceria com a Uber representa o próximo passo rumo à construção de um mundo no qual conseguir o que se precisa seja tão rápido e sem esforço quanto enviar uma mensagem de texto, independentemente da localização.

A Zipline tem sede em São Francisco e atua com entregas por drones em mercados que servirão de base inicial para a operação conjunta.

A colaboração busca expandir a cobertura para dezenas de cidades dos Estados Unidos, embora o cronograma detalhado dessa expansão não tenha sido especificado no anúncio.

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Fonte: TechCrunch

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