Agora é oficial: o volume de vendas de bens de consumo duráveis no Brasil cresceu 11% entre janeiro e maio de 2026, totalizando 53,6 milhões de unidades comercializadas.
O dado, que compara o desempenho com o mesmo período de 2025, foi divulgado na última segunda-feira (22) durante a coletiva de abertura da Eletrolar Show All Connected 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
A linha branca registrou alta de 16% e os produtos portáteis, expansão de 15%, conforme o levantamento da Eletros.
A 19ª edição do evento reúne mais de mil fabricantes, cerca de 5 mil marcas e compradores de toda a América Latina.
A programação cobre inteligência artificial, robótica, automação residencial, mobilidade elétrica, climatização, design, decoração e componentes industriais, além de palestras com especialistas e lideranças do setor.

Jorge Nascimento, presidente executivo da Eletros, avaliou que o consumo atingiu um novo patamar no país, mesmo diante de juros elevados e renda pressionada.
Com essas informações em mente e confirmadas, a trajetória dos últimos anos indica que o mercado não está mais preso a oscilações entre picos e vales.

Os resultados de 2026 no mercado brasileiro
O resultado de 2026 mostra que o consumidor brasileiro continua destinando uma parcela relevante da renda para conforto, eficiência e tecnologia dentro de casa, mesmo com crédito mais caro e orçamento apertado.
O primeiro trimestre de 2026 movimentou R$ 51 bilhões no varejo brasileiro de tecnologia e bens duráveis. Os dados da NielsenIQ apontam crescimento de 7,4% em faturamento e de 6,4% em volume de vendas em relação ao mesmo período do ano anterior.
Enquanto diversos mercados internacionais avançam principalmente por valorização cambial e aumento de preços, o resultado brasileiro reflete uma expansão efetiva da demanda.
Mateus Bando, líder de Tech & Durables da NielsenIQ Brasil, observou que o desempenho do setor segue superior ao da economia brasileira.
O avanço simultâneo de faturamento e volume sinaliza demanda real do consumidor, sustentada pela renovação de equipamentos e pela busca por produtos que entreguem mais eficiência, conectividade e conveniência.

Canais online e mudança nos hábitos de consumo
Os canais online responderam, pela primeira vez, pela maior parte do faturamento do setor, alcançando 53,1% das vendas totais. Os marketplaces aumentaram participação e já representam 21,4% da receita do mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis.
Mais da metade das compras ocorre para substituir produtos com defeito. Plataformas digitais e redes sociais ampliam sua influência ao longo da jornada de decisão do consumidor.

Impacto da Copa do Mundo nas vendas de TVs
No segmento de TVs, a Copa do Mundo produziu reflexos positivos. Dados da NielsenIQ indicam crescimento de 7,5% em unidades e de 11,7% em faturamento nas semanas que antecederam o torneio. Telas maiores e modelos de maior valor agregado puxaram a demanda.
Para finalizar este segmento do texto, ressaltamos que Bando acrescentou que o movimento tende a ganhar intensidade à medida que o torneio avança.
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Convergência entre indústria, varejo e tecnologia
Carlos Clur, presidente do Grupo Eletrolar, afirmou que a tecnologia deixou de ser um diferencial para se tornar parte da rotina dos consumidores.
A tecnologia está presente nos eletrodomésticos, nos sistemas de segurança, nos equipamentos de entretenimento e nas residências conectadas.
O crescimento observado pela indústria e pelo varejo mostra que inovação, conectividade e eficiência já influenciam diretamente as decisões de compra e os investimentos das empresas.
Clur também destacou que os movimentos que moldam o mercado não acontecem mais de forma isolada. Indústria, varejo, tecnologia, mobilidade, design e serviços compartilham desafios e oportunidades cada vez mais conectados.
A Eletrolar Show All Connected reflete essa convergência ao reunir diferentes segmentos em um mesmo ambiente de negócios, relacionamento e troca de conhecimento.
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