O presidenciável de esquerda Roberto Sánchez afirmou nesta terça-feira (23) que não reconhecerá o resultado do segundo turno das eleições presidenciais no Peru e pediu a anulação dos votos registrados no exterior.
Segundo a contagem mais recente, com 99,71% dos votos apurados, a candidata de direita Keiko Fujimori aparece com 50,11% dos votos válidos, enquanto Sánchez tem 49,89%, numa disputa extremamente acirrada.
Sánchez acusa o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) de irregularidades na contagem dos votos de peruanos residentes fora do país. Em nota, afirmou não reconhecer o resultado e alegou possível manipulação no processo eleitoral.
O candidato apresentou um apelo formal para anular os votos do exterior, argumentando que houve erros na gestão e contagem dos boletins de voto.
A reviravolta de Keiko Fujimori na apuração ocorreu justamente após a inclusão desses votos no resultado oficial. Entre os peruanos no exterior, obteve 63,2% dos votos, enquanto Sánchez teve vantagem nacional, com cerca de 50,1% dos votos válidos.
Disputa acirrada e acusações
Segundo a campanha de Sánchez, cerca de 300 mil votos foram contados de forma irregular a favor do adversário. O candidato afirma que, se esses votos fossem desconsiderados, teria uma vantagem de aproximadamente 25 mil votos.
As autoridades eleitorais continuam a analisar os votos contestados do segundo turno, realizado em 7 de junho, enquanto a disputa permanece indefinida.
Reviravolta na contagem
A liderança se alternou ao longo da contagem: Keiko Fujimori liderou inicialmente, mas Sánchez assumiu a liderança após a contagem dos votos de áreas rurais e regiões mais isoladas do Peru.
Na fase de contagens rápidas realizadas pelos institutos de pesquisa, o cenário também apresentou variações entre os dois candidatos, refletindo o caráter altamente polarizado da eleição.
A disputa continua em meio a questionamentos, com o resultado final ainda sujeito à análise das autoridades eleitorais peruanas.


