O iPhone Ultra, primeiro celular dobrável da Apple, pode ter a estreia empurrada para o começo de 2027, segundo um novo relato da cadeia de fornecimento asiática que aponta o lançamento do foldable apenas para o início do ano que vem.
A mesma apuração traz dois preços de partida para os Estados Unidos: a configuração de entrada sairia por US$ 2.000, enquanto a versão mais cara chegaria a US$ 2.200. Na cotação comercial atual, perto de R$ 5,06, isso equivale a cerca de R$ 10.120 e R$ 11.132. Os valores convertidos não incluem impostos brasileiros nem taxas de importação.
A informação contradiz a expectativa que vinha se firmando até aqui, de um anúncio em setembro deste ano ao lado da linha iPhone 18 Pro.
Largan Precision sinaliza adiamento
O sinal mais concreto partiu de dentro da própria cadeia produtiva. Em reunião de acionistas, o presidente da Largan Precision, Lin En-ping, fornecedora de lentes da Apple, comentou que parte da agenda de novos produtos escorregaria para o calendário seguinte.
“Algumas novidades serão anunciadas no terceiro trimestre e outras ficarão para o início do próximo ano, afirmou Lin En-ping”
O executivo também observou que o quarto trimestre deste ano seria mais movimentado do que o habitual por causa do cronograma de lançamento dos clientes.
Ele não citou a Apple pelo nome, mas a leitura do mercado apontou para o dobrável, já que o calendário de setembro da dupla iPhone 18 Pro segue de pé.
Um segundo indício veio da Xinrixing, fornecedora ligada às dobradiças do aparelho. Seu gerente-geral, Ruan Chaozong, teria dito que a empresa apenas aguarda a Apple definir a data de envio.
Lançamento separado faria sentido para a Apple
A estratégia de revelar e vender em momentos distintos não seria inédita. A própria companhia adotou ritmo parecido com o iPhone X, anunciado antes de chegar às lojas.
Há um pano de fundo industrial nessa conta. As linhas de 2 nanômetros da TSMC estão congestionadas e há escassez crônica de memória, o que torna mais seguro escalonar o portfólio em vez de empilhar estreias no mesmo trimestre.
Esse mesmo aperto já reorganizou todo o calendário da marca. Os modelos mais acessíveis, incluindo o sucessor do iPhone 16e, foram remarcados para a primavera de 2027 no hemisfério norte, dentro da nova lógica de lançamentos divididos.
Para a linha de produtos da Apple, concentrar recursos em menos aparelhos por vez reduz o risco de gargalos atrapalharem um projeto que estreia uma técnica de fabricação inédita para a empresa.
Preço fica abaixo do que se temia
A faixa de US$ 2.000 a US$ 2.200 representa um alívio frente às projeções mais antigas. Analistas como Arthur Liao, da Fubon Research, chegaram a estimar US$ 2.399 (por volta de R$ 12.139) para a estreia.
Veículos sul-coreanos como o DealSite já vinham apontando o piso de US$ 2.000, número que se aproxima da etiqueta atual do iPhone 17 Pro Max de 2 TB nos Estados Unidos. A tabela abaixo resume como o valor projetado mudou ao longo dos meses.
| Fonte / período | Preço de estreia (EUA) | Conversão aproximada |
|---|---|---|
| Arthur Liao (Fubon), nov. 2025 | US$ 2.399 | R$ 12.139 |
| JPMorgan, 2025 | US$ 1.999 | R$ 10.115 |
| DealSite (Coreia do Sul), 2026 | US$ 2.000 | R$ 10.120 |
| Relato asiático, jun. 2026 | US$ 2.000 a US$ 2.200 | R$ 10.120 a R$ 11.132 |
Conversões pela cotação comercial do dia, sem impostos e taxas de importação.
Ficha técnica reunida nos vazamentos do iPhone Ultra
Apesar de o nome comercial ainda não ser oficial, o conjunto de especificações já está bem desenhado pelos relatos.
O aparelho usaria painéis OLED M14 da Samsung, os mesmos do iPhone 17 Pro Max, dentro de um projeto pensado para esconder a marca da dobra.
| Item | Especificação rumorada |
|---|---|
| Tela interna | 7,8 polegadas, dobrável |
| Tela externa | 5,5 polegadas |
| Painel | OLED M14 (Samsung) |
| Processador | A20 Pro (TSMC 2 nm) |
| Memória RAM | 12 GB |
| Modem | C2, projeto próprio da Apple |
| Biometria | Touch ID no botão lateral, sem Face ID |
| Refrigeração | Câmara de vapor |
| Dobradiça | Dupla como dissipador de calor |
A construção mira a redução do vinco. Para isso, os vazamentos descrevem vidro ultrafino UTG/UFG, espessura menor na área da dobradiça para aliviar o estresse mecânico, um filtro de cor aplicado sobre o encapsulamento (CoE) para afinar o display e adesivo flexível entre as camadas da tela.
Ruídos de engenharia ainda rondam o projeto
Nem tudo caminhou de forma linear. Em maio de 2026, surgiram relatos de um suposto chacoalhar na dobradiça ao abrir e fechar o aparelho.
Pouco depois, outro informante rebateu essa versão e atribuiu os problemas ao processo de montagem de componentes (SMT) na placa de circuito do dobrável.
Na ocasião, a avaliação era de que o contratempo não derrubaria a meta de setembro, justamente o ponto que o relato mais recente coloca em xeque.
Leia também:
- Apple pode chamar seu iPhone dobrável de Ultra em vez de Fold
- Problemas de engenharia podem adiar o iPhone Fold para 2027
- iPhone dobrável terá proteção extra na tela e Apple não quer vinco da dobra aparente
Projeção aponta até 11 milhões de unidades no primeiro ano
O atraso, se confirmado, não esfria o apetite das previsões. Casas de análise calculam que a Apple poderia abocanhar perto de 30% do mercado global de dobráveis logo na estreia, com volume estimado em até 11 milhões de unidades vendidas no primeiro ano.
O JPMorgan vai além e projeta 45 milhões de aparelhos comercializados até 2028, com custo de produção girando em torno de US$ 759 por unidade. A margem embutida ajuda a explicar por que o banco enxerga uma oportunidade de US$ 65 bilhões para a companhia.
Com o ingresso da marca, o segmento de smartphones dobráveis deixaria de ter a Samsung como única grande referência ocidental, posição que a sul-coreana ocupa há quase sete anos com a linha Galaxy Z Fold.
Fontes(): Wccftech





