A discussão sobre segurança automotiva foi reaberta com o CLP 159/2017de autoria do senador Eduardo Braga, que propõe a reintrodução da obrigatoriedade de extintores de incêndio em veículos de passeio. A medida de devolução do extintor visa oferecer uma defesa adicional contra focos de incêndio, mas enfrenta resistência de especialistas que debatem sua real eficácia.
Por que o extintor de incêndio pode ser necessário novamente?
A justificativa central do projeto é que o dispositivo pode ser decisivo na contenção das chamas iniciais, evitando que pequenos incidentes se transformem em tragédias. O senador defende que o preço do equipamento é bastante acessível se comparado aos potenciais custos e danos que um incêndio descontrolado pode causar ao patrimônio e aos ocupantes.
A proposta busca equilibrar a segurança viária com a realidade econômica, sugerindo que ter o item em mãos (tipo ABC) pode fazer a diferença entre um pequeno dano e uma perda total em emergências.
O item é realmente necessário nos carros modernos?
Há uma forte divisão de opiniões sobre o tema. Os críticos apontam que a engenharia automotiva avançou substancialmente, utilizando materiais e sistemas mais resistentes ao fogo que reduziram significativamente o risco de incêndios espontâneos.
O argumento contra a obrigatoriedade destaca que, nas situações em que o incêndio já ultrapassou a fase inicial, a eficácia do extintor portátil é limitada e o serviço de bombeiros seria o mais adequado. Estatísticas recentes de grandes cidades como São Paulo corroboram essa visão, mostrando queda no número de ocorrências devido à modernização da frota.
O que dizem os exemplos internacionais sobre extintores de incêndio?
A realidade global sugere que a segurança automóvel está a evoluir mais para o design dos veículos do que para os equipamentos de combate a incêndios conduzidos pelo condutor. Os países desenvolvidos não têm essa exigência, mantendo baixas taxas de vítimas.
- Alemanha
- Estados Unidos
- Canadá
- Reino Unido
- França
- Espanha
Por outro lado, o debate não é exclusivo do Brasil. As nações da União Europeia também discutem propostas semelhantes, o que reforça a importância de analisar o cenário global antes de tomar uma decisão definitiva.
Como acompanhar a decisão final no Senado?
Para quem quiser acompanhar se a regra vai mudar ou não, o Senado Federal permite acompanhar o andamento do PLC 159/2017 em tempo real. O acesso ao histórico de votação garante transparência e permite que cidadãos de todo o país entendam o potencial impacto desta mudança no Código de Trânsito Brasileiro.
A aprovação ou rejeição do projeto definirá se o Brasil retomará uma política de segurança ativa (equipamentos obrigatórios) ou seguirá a tendência de focar na tecnologia passiva de veículos.
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