A Samsung decidiu encerrar as vendas de eletrodomésticos e TVs na China continental, descontinuando parte de sua operação de consumo no país.
A fabricante sul-coreana notificou fornecedores locais sobre a retirada e afirmou, em comunicado, que fará todo o possível para minimizar o impacto sobre os clientes e analisa medidas de suporte para os parceiros de negócios.
As divisões de celulares, semicondutores e equipamentos médicos seguem funcionando normalmente no mercado chinês.

Motivações financeiras e pressão competitiva local
A unidade de vendas da Samsung na China registrou lucro líquido de ₩ 168 bilhões (wons sul-coreanos) no ano passado, uma retração significativa diante dos ₩ 300 bilhões contabilizados no período anterior.
O resultado reflete o ambiente de custos crescentes em meio a incertezas globais e a perda de espaço para fabricantes chineses que avançam com agressividade em preço e distribuição.
Enquanto o segmento de chips de memória da companhia vive um salto de rentabilidade impulsionado pelo ciclo de inteligência artificial (IA), as áreas de TVs, eletrodomésticos e smartphones enfrentam concorrência cada vez mais intensa de rivais locais, tanto dentro da China quanto em outras regiões.
A empresa já havia sinalizado que revisava uma reorganização dos negócios diante do acirramento competitivo no setor de eletrodomésticos e dos riscos tarifários americanos.
Mudanças na liderança e perda momentânea da dianteira global
A fabricante substituiu, no início da semana, o comando da divisão de TVs pela primeira vez em mais de 2 anos.
A troca ocorre num momento em que a pressão competitiva acontece também nos rankings globais: em dezembro do ano passado, a Samsung foi brevemente ultrapassada pela chinesa TCL, que recentemente firmou parceria estratégica com a japonesa Sony, de acordo com a consultoria Counterpoint.

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Resultados operacionais e o peso das tarifas americanas
Os negócios de TVs e eletrodomésticos da Samsung reportaram prejuízo de ₩ 200 bilhões em 2024, pressionados pela combinação de concorrência e tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.
A segunda maior vendedora de smartphones do mundo também perdeu participação no mercado chinês para a Apple e para fabricantes locais, ao mesmo tempo em que enfrenta o avanço de competidores menores no setor de chips, como a ChangXin Memory Technologies.
Para finalizar, ressaltamos que a expectativa é que a Samsung mantenha as vendas de smartphones e semicondutores na China, concentrando a retirada exclusivamente nos segmentos de eletrodomésticos e TVs.
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Fontes: The Korean Herald |Reuters



