Uma manifestação nas redes sociais do proprietário da Havan, Luciano Hang, reacendeu o debate sobre a liberdade religiosa e a atuação do Ministério Público após a publicação de uma notificação ao Colégio Salesiano, em Juazeiro do Norte (CE), relacionada à realização de atividades religiosas na instituição.
Na publicação, Hang critica a atuação do Ministério Público do Ceará e afirma que é natural que uma escola confessional promova atividades ligadas à sua tradição religiosa.
Segundo o posicionamento, os pais que matriculam os filhos em escola católica já conhecem a proposta pedagógica da instituição, que inclui valores, doutrina e práticas religiosas. O texto defende que esse perfil faz parte da identidade da escola e representa um dos motivos pelos quais muitas famílias optam por essa modalidade de ensino.
A publicação também defende que o Estado não deve interferir na realização dessas atividades e classifica a notificação como medida inadequada. O autor afirma ainda que escolas e instituições religiosas não devem ser alvos de perseguição por promoverem valores e manifestações de fé.
O caso gerou repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre os limites da atuação do poder público nas instituições confessionais, bem como sobre o equilíbrio entre a liberdade religiosa, garantida pela Constituição Federal, e o cumprimento das normas educacionais e dos direitos dos estudantes.
Até o momento, o Ministério Público do Ceará e o Colégio Salesiano não se manifestaram sobre o conteúdo da publicação.


