A bicicleta ergométrica da Xiaomi que transforma pedalada em energia para o celular apareceu no Brasil. O modelo MIJIA Electric Exercise Bike esteve em exposição no estande da marca durante o Eletrolar Show 2026, em São Paulo.
A proposta é direta: um dínamo interno aproveita o esforço do treino para gerar eletricidade e recarregar o smartphone enquanto a pessoa pedala. A novidade vem com uma ressalva de disponibilidade que vale conhecer antes de empolgar.
Como a bicicleta vira carregador
O coração do aparelho é um gerador acoplado ao sistema de pedais. Quando a cadência chega a 60 rotações por minuto, o equipamento passa a enviar energia para os aparelhos conectados.
Em ritmo mais intenso, o gerador supera os 50 W de potência útil. A recarga sem fio fica a cargo de uma bobina dupla de 20 W, capaz de abastecer até dois celulares ao mesmo tempo por indução.
Para aparelhos antigos ou sem suporte a carregamento sem fio, há uma entrada USB-C na estrutura. A Xiaomi recomenda que a capa do telefone não passe de 3 mm de espessura, para não atrapalhar a indução.

“É possível carregar o telefone enquanto o usuário queima gordura no exercício”
Ficha técnica da MIJIA Electric Exercise Bike
| Especificação | MIJIA Electric Exercise Bike |
|---|---|
| Geração de energia | Dínamo interno, pico acima de 50 W |
| Carregamento sem fio | Bobina dupla de 20 W, até 2 aparelhos |
| Início da recarga | A partir de 60 rpm de cadência |
| Entrada com fio | USB-C para aparelhos sem indução |
| Resistência | 32 níveis mecânicos |
| Peso | 39,5 kg |
| Painel | Tela central com cadência, distância e calorias |
| Conectividade | Wi-Fi, Bluetooth e NFC, ecossistema Mijia |
| Preço na China | ¥ 1.999, cerca de R$ 1.520 |
A estrutura usa um projeto de volante interno fechado, pensado para evitar contato acidental com as peças em movimento, e pesa 39,5 kg. Rodas frontais ajudam a deslocar o aparelho entre cômodos.
A bike não é exatamente uma estreia
Apesar do tom de lançamento, o produto não é novo. A MIJIA Electric Exercise Bike chegou ao mercado chinês em 2023, primeiro por financiamento coletivo e depois em venda aberta.
O que aconteceu agora foi a exibição no Brasil, dentro da maior feira de tecnologia e eletroeletrônicos da América Latina. O Eletrolar Show 2026 ocorreu entre 22 e 25 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com mais de 1.500 expositores.
No mesmo estande, a Xiaomi aproveitou para mostrar outros itens fora do catálogo nacional, como os óculos inteligentes que ela posiciona como rivais do Ray-Ban Meta.
Preço e chegada ao Brasil
Aqui está a parte que segura o entusiasmo. A bicicleta é vendida apenas na China, por ¥ 1.999, algo em torno de R$ 1.520 pela cotação comercial atual. Os valores excluem impostos e taxas de importação brasileiras.

A Xiaomi não anunciou previsão de venda no Brasil nem em outros mercados. O aparelho entra na longa lista de produtos da linha Mijia que ficam restritos ao país de origem, ao lado de itens como panelas elétricas e barbeadores que passam longe das prateleiras brasileiras.
A marca, no entanto, vem ampliando sua presença por aqui entre os gadgets e eletrônicos de consumo, o que mantém viva a expectativa de quem acompanha esse tipo de novidade.
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Carregar pelo pedal rende pouco na prática
Vale uma dose de realismo sobre a promessa de “carregar o celular com calorias”. A bateria de um smartphone comum gira em torno de 15 a 20 Wh de capacidade.
Com a recarga sem fio limitada a 20 W e as perdas naturais da indução, encher a bateria de um aparelho exigiria um bom tempo de pedalada firme. Na conta real, o ganho de energia funciona mais como um complemento simbólico do que como uma fonte que substitui a tomada.
O apelo da MIJIA está menos na autonomia gerada e mais na ideia de unir treino e recarga em um único equipamento, com a pegada de sustentabilidade que a Xiaomi gosta de associar à linha Mijia.
Fonte(s): Gizmochina



