A Starlink anunciou oficialmente na última quinta-feira (29), que atingiu a marca histórica de 1 milhão de assinantes ativos no Brasil para resolver os problemas de conexão em áreas remotas através de sua tecnologia de satélites em órbita baixa, somando usuários residenciais e empresariais. O comunicado foi feito via rede social X, destacando que o serviço se tornou fundamental para a inclusão digital no país, onde a infraestrutura terrestre tradicional ainda enfrenta muitos desafios.
Este marco representa um salto impressionante no volume de usuários nacionais em um curto espaço de tempo. Segundo dados da empresa, houve um acréscimo de cerca de 400 mil novos acessos desde outubro do ano passado. Esse avanço configura um crescimento de aproximadamente 67% em apenas três meses, evidenciando a alta demanda pela tecnologia de internet estável em diversas partes do território, superando as expectativas iniciais do mercado e de analistas do setor de telecomunicações.
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Divergência de dados e metodologia
Apesar do anúncio da companhia, os números divergem do painel oficial da Anatel. Segundo registros da agência, a operadora reportava cerca de 556 mil acessos no país em novembro de 2025, uma diferença considerável para o total de 1 milhão atual. Essa falta de sincronia não é inédita e reflete os diferentes tempos de processamento. A explicação reside na defasagem temporal da agência, que costuma refletir a base de clientes de meses anteriores, como o cenário real de dois ou três meses atrás.
Existem também diferenças metodológicas na forma como os acessos são contabilizados pelos órgãos reguladores e pela operadora. A empresa aponta que a agência pode não processar da mesma forma os clientes que utilizam serviços de roaming ou perfis estritamente corporativos. Essa distinção ajuda a explicar por que os relatórios internos mostram uma expansão mais acelerada do que o sistema oficial, gerando debates sobre a real cobertura e a velocidade com que novas antenas são ativadas.
Distribuição regional e liderança
Na distribuição geográfica, o cenário brasileiro apresenta particularidades interessantes sobre o uso da tecnologia. A região Norte lidera em penetração per capita, enquanto estados populosos como São Paulo e Minas Gerais detêm os maiores números absolutos de antenas:
- Região Norte: Possui a maior penetração per capita do serviço.
- São Paulo e MG: Estados líderes em volume total de assinantes.
- Público-alvo: Atende desde residências até grandes empresas.
- Expansão: Crescimento de 67% registrado no último trimestre.
- Foco Social: Atuação em regiões distantes dos grandes centros.
Tecnologia e futuro da conexão móvel
A eficiência do serviço está ligada à infraestrutura que a SpaceX continua aprimorando para seus usuários. Recentemente, foi discutido como a starlink vai puxar 4.400 para mais perto da terra visando diminuir a latência e melhorar a qualidade do sinal. Essa movimentação técnica é essencial para que os assinantes consigam realizar tarefas pesadas, como videochamadas e jogos online, sem as interrupções típicas de satélites antigos, garantindo a estabilidade exigida.
SpaceX ultrapassa marca de 10 mil satélites Starlink em órbita da Terra
O futuro reserva ainda mais novidades para o mercado móvel nacional. O setor aguarda pela implementação de tecnologias onde a starlink mobile spacex terá operadora de celular própria em um futuro próximo. Isso permitiria que locais isolados tivessem cobertura de voz e dados diretamente no aparelho, sem antena fixa, transformando o paradigma da mobilidade urbana e rural brasileira, o que deve impulsionar ainda mais a base de clientes nos próximos meses.
Os planos Starlink no Brasil
| Plano | Indicação | Franquia de dados | Preço mensal |
|---|---|---|---|
| Residencial | Uso fixo em residências | Ilimitados | R$ 236/mês |
| Viagem 100 GB | Uso em movimento e viagens | 100 GB | R$ 315/mês |
| Viagem Ilimitado | Uso em movimento e viagens | Ilimitados | R$ 576/mês |
Fonte: Starlink



