O expectativas do mercado financeiro para inflação em 2026 voltaram a cair. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (9), o projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi ajustado para 3,97%.
O movimento reforça a visão de que o cenário inflacionário continua desacelerando, ainda que de forma gradual, e mantém os preços dentro da faixa considerada adequada pela política econômica.
Confira mais detalhes abaixo!
Resumo de notícias
- Aqui estão as 5 informações mais relevantes das notícias:
- As expectativas do mercado financeiro para a inflação em 2026 voltaram a cair, com a projeção para o IPCA ajustada para 3,97%, quinta queda consecutiva.
- A inflação em 2025 foi de 4,26%, com aumento mensal de 0,33% em dezembro, influenciada por reajustes nos preços de transporte via aplicativo e passagens aéreas.
- O Banco Central mantém a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, mas o mercado espera que ela seja reduzida em 2026 para 12,25% e em 2027 para 10,5%.
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Inflação entra no radar do Banco Central
O projeção de 3,97% para o IPCA em 2026 aparece no boletim Focusrelatório semanal elaborado pelo Banco Central com base nas expectativas das instituições financeiras. A revisão representa a quinta queda consecutiva na estimativa para o próximo ano.
O gol oficial do inflação é 3%definido pelo Conselho Monetário Nacional, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Na prática, isso significa que o índice pode variar entre 1,5% e 4,5% sem perder o objetivo.
Para os anos seguintes, o mercado manteve previsões estáveis. Em 2027, a inflação esperada é de 3,8%. Para 2028 e 2029, a projeção permanece em 3,5% para ambos os anos.
Últimos dados do IPCA e divulgação de janeiro
Em Dezembro de 2025, inflação mensal foi de 0,33%acima do resultado de novembro, que havia sido de 0,18%. O aumento foi influenciado principalmente pelos reajustes de preços de transporte por aplicativo e passagens aéreas.
Com isso, o IPCA fechou 2025 com alta acumulada de 4,26%. Os primeiros dados oficiais da inflação de 2026 serão divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE, com o resultado do mês de janeiro.
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Selic segue em 15% e mercado espera cortes
Para conter a inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano.
Mesmo com a melhoria das expectativas inflacionárias e cambiais, o Comitê de Política Monetária manteve as taxas de juros inalteradas pela quinta reunião consecutiva.
Este é o maior nível da Selic desde julho de 2006. Em comunicado recente, o Copom sinalizou que um ciclo de redução de juros poderia começar na reunião de março, caso o cenário econômico permaneça estável.
As projeções do mercado indicam que o Selic deve encerrar 2026 em 12,25% ao ano. Para 2027, a taxa esperada é de 10,5%, caindo para 10% em 2028 e chegando a 9,5% em 2029.
Quando a taxa Selic está alta, o crédito tende a ficar mais caro, o que reduz o consumo e ajuda a conter a inflação. Por outro lado, este movimento também pode limitar o crescimento económico.
Além da taxa básica, os bancos consideram outros fatores na definição dos juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro.
PIB cresce pouco e mantém projeções
O boletim Focus também manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,8% para 2026 e 2027. Para 2028 e 2029, a expectativa do mercado é de expansão de 2%.
No terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 0,1%, resultado considerado estável pelo IBGE, com destaque para a indústria e a agropecuária. O PIB consolidado de 2025 será divulgado no dia 3 de março.
Em 2024, o país registou um crescimento de 3,4%, o quarto ano consecutivo de expansão económica.
Dólar deve permanecer em R$ 5,50
Em relação ao câmbio, o mercado financeiro manteve a projeção de que o dólar encerre 2026 cotado em R$ 5,50. A mesma estimativa é válida para o final de 2027, indicando expectativa de estabilidade na taxa de câmbio.
O cenário traçado pelo mercado combina inflação mais controlada, juros ainda elevados, mas com perspectiva de queda, e crescimento econômico moderado.
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