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Parcela de famílias endividadas cresce pela segunda vez seguida e chega a 60,7%

Data:

Brasil Econômico

Levantamento feito pela CNC aponta que o cartão de crédito ainda é o principal causador de dívida do brasileiro, correspondendo a 76,8% do total

Marca de famílias endividadas cresce nos comparativos anuais, mas diminui em relação a agosto de 2017

Marca de famílias endividadas cresce nos comparativos anuais, mas diminui em relação a agosto de 2017

Foto: Reprodução

O percentual de famílias com dívidas no mês de agosto cresceu para 60,7%, conforme divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo (CNC) nesta quarta-feira (5). No mês passado, a parcela de famílias endividadas era de 59,6%. A variação é a segunda alta consecutiva de 2018.

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Por outro lado, na comparação com agosto de 2017, a parcela de famílias endividadas caiu, visto que a marca era de 61,2%.

Ainda segundo a CNC, a parcela média da renda familiar comprometida com dívidas caiu na comparação anual, passando de 29,8% em agosto de 2017 para 29,6% em agosto de 2018. Porém, 20,5% delas afirmaram ter mais da metade da renda mensal comprometida com pagamento de dívidas.

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Cartão de crédito é o principal comprometimento das famílias endividadas

Cartão de crédito ainda é o principal problema das famílias endividadas, diz pesquisa

Cartão de crédito ainda é o principal problema das famílias endividadas, diz pesquisa

Foto: shutterstock

Veja  Vendas nos supermercados cresceram 1,91% em 2018, aponta associação responsável

O indicador também mostra que a dívida com cartão de crédito é a mais comum no País, pois corresponde a 76,8% delas. Já os carnês apareceram em segundo lugar, com 14,2%. A CNC também leva em consideração o cheque especial, o cheque pré-datado, o crédito consignado, o crédito pessoal, o financiamento de carro, o financiamento de outras dívidas. Confira abaixo a relação completa:

  • Cartão de crédito: 76,8% dos tipos de dívida;
  • Carnês: 14,2% dos tipos de dívida;
  • Financiamento de carro: 10,4% dos tipos de dívida;
  • Financiamento de casa: 9% dos tipos de dívida;
  • Crédito pessoal: 8,5% dos tipos de dívida;
  • Cheque especial: 6% dos tipos de dívida;
  • Crédito consignado: 5,3% dos tipos de dívida;
  • Outras dívidas: 3,3% dos tipos de dívida;
  • Cheque pré-datado: 1% dos tipos de dívida;
  • Não sabe: 0,4%;
  • Não respondeu: 0,1%.

Já em relação ao nível de endividamento, houve queda na parcela de famílias que se consideram “muito endividadas” entre agosto de 2017 e 2018, uma vez que o saldo passou de 14,8% para 13,5%. Por outro lado, o número das pessoas que se define como “mais ou menos endividada” cresceu no período, passando de 22,9% para 23,3%.

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Nível de inadimplência se mantém estável

Tempo médio de comprometimento orçamentário das famílias endividadas é de sete meses

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Veja  Taxa de juros do cheque especial cai em julho, mas continua acima de 300% ao ano

Foto: shutterstock

Além da porcentagem de famílias com dívidas no Brasil, a CNC também fez um balanço sobre o número de inadimplentes, ou seja, com contas e dívidas em atraso. Nesse recorte, foi observada uma estabilidade, uma vez que o patamar passou timidamente de 23,7% para 23,8%.

Ainda na comparação mensal, ficou demonstrado que mais famílias não estão tendo condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, continuaram inadimplentes. O indicador passou de 9,4% em junho para 9,8% em agosto de 2018.

Contudo, nos comparativos com agosto de 2017, o problema da inadimplência apresentou melhoras. O percentual de famílias inadimplentes era de 25,9%, e a relação de pessoas que não tinham condições de pagar as contas ou dívidas era de 10,6%.

A pesquisa contabilizou também que, entre as famílias com contas atrasadas, o tempo médio de atraso é de 64,4 dias, o que é praticamente estável ao número apresentado em agosto do ano passado, quando a marca era de 64,7 dias.

Já o tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas é de 7,1 meses, sendo que, 32% delas devem fazer pagamentos por mais de um ano e 24,5% estão comprometidas com dívidas de até três meses.

*Com informações da Agência Brasil

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