O Abono salarial PIS/PASEP continua sendo um dos benefícios mais esperados pelos trabalhadores brasileiros. Quando o orçamento está apertado, cada valor extra faz diferença no final do mês.
Aqui no meutudo decidimos ouvir diretamente quem recebe, ou espera receber, o benefício.
Através da pesquisa Datatudo, realizada com leitores do nosso blog, analisamos o nível de conhecimento sobre PIS/PASEP e seus impactos orçamentários de pessoas.
Confira a seguir os resultados e gráficos com os dados coletados e entenda o que eles revelam sobre a relação entre os trabalhadores e o abono salarial.
Quase metade terá direito ao bônus em 2026
O gráfico com os dados iniciais da pesquisa pode ser visualizado abaixo, respondendo número de pessoas que atendem aos critérios para receber o bônus salarial em 2026cujo o ano base é 2024. Confira:

À primeira vista, pode parecer uma pequena diferença entre as pessoas que atendem aos critérios iniciais para receber o abono salarial e as que não atendem.
Mas, na prática, os dados revelam algo importante: quase metade dos entrevistados poderá ter direito ao abono salarial PIS/PASEP em 2026considerando que este é um dos principais critérios para recebimento do benefício.
Por outro lado, o facto de 51% dizem que não atendem aos critérios também chama a atenção.
Com esses dados, percebemos que uma parcela um pouco maior de participantes está fora das regras atuais do benefício, seja por renda acima do limite, seja por não ter trabalhado formalmente pelo período mínimo exigido.
Ao observar o cenário financeiro e econômico do país, fica claro que o abono salarial representa apoio estratégico para pessoas com menores rendimentosque correspondem a quase metade dos trabalhadores que responderam ao inquérito.
E isso reforça a importância de conhecer as regras, seguir as datas e se planejar.
27% ainda não sabem se receberão este ano
Na próxima etapa, perguntamos quem acredita que receberá o abono do PIS/PASEP este ano. Confira os dados coletados:

O que mais chama a atenção aqui é a quantidade de pessoas que ainda estão em dúvida. Mais de um quarto dos entrevistados não sabe se terão acesso ao benefício.
Por outras palavras, mesmo com regras relativamente claras, a desinformação ainda é uma realidade significativa.
Isso nos mostra dois pontos importantes:
- Há uma boa parcela confiante em recebê-lo (43%)o que indica um certo nível de informação ou monitoramento das regras
- Ainda há um déficit de informações relevantesjá que 27% ainda não sabem se atendem aos critérios
Na prática, esta incerteza pode impactar diretamente o planejamento financeiro. Afinal, fica difícil organizar o orçamento sem saber se pode ou não contar com o valor extra.
Esse dado reforça a importância de ampliar o acesso a informações claras e acessíveis sobre o PIS/PASEP.
Falta de informação ainda dificulta acesso ao PIS/PASEP
Na pergunta a seguir, perguntamos se o leitor sabe onde verificar se tem direito ao PIS/PASEP. Confira o gráfico:

Os dados mostram que 52% afirmam saber onde consultaro que indica que mais da metade já possui algum nível de informação sobre o processo.
Por outro lado, 38% disseram que não sabem como fazer essa consultaenquanto 10% já tentaram verificar, mas tiveram dificuldade.
Na prática, isso significa que quase metade dos entrevistados (47%) enfrenta algum tipo de barreira para acessar as informações. E este é um ponto sensível.
Quando o trabalhador não consegue confirmar se tem direito ao benefício, a organização do orçamento familiar pode ficar comprometida.
Portanto, informações acessíveis e orientações simples fazem toda a diferença para que o PIS/PASEP realmente cumpra o seu papel no orçamento dos trabalhadores.
Alguns trabalhadores ainda desconhecem as datas de pagamento
Perguntamos também se os leitores já haviam consultado o calendário do PIS/PASEP 2026. Confira o gráfico:

Os resultados mostram que 57% já pesquisaram datas de pagamentoo que indica que mais da metade está atenta ao cronograma e se organizando financeiramente.
Esse comportamento é positivo, principalmente quando o benefício pode representar um reforço importante no orçamento.
Por outro lado, 19% não sabiam que o calendário já estava disponívelrevelando uma lacuna em informações relevantes.
Além disso, 24% afirmaram que não consultaram porque ainda não sabem se têm direito ao benefícioou seja, dúvidas sobre elegibilidade acabam atrasando até mesmo o acompanhamento das datas.
Na prática, isso significa que 43% dos entrevistados ainda não acessaram o calendárioseja por falta de informação ou por incerteza sobre a lei.
Esse dado reforça como informação e clareza andam de mãos dadas: quando os trabalhadores entendem se têm direito, tendem a cumprir prazos e se planejar melhor.
Compreensão das regras do PIS/PASEP avança entre os trabalhadores
Após analisar o nível de conhecimento sobre compromissos e calendários, fomos além para verificar se os trabalhadores realmente entendem as regras do benefício.
Nos próximos dados observaremos o nível de entendimento quanto ao cálculo do valor e aos requisitos do programa.
O valor do bônus proporcional ao tempo trabalhado já é conhecido pela maioria
Perguntamos se os leitores sabem que o O valor do bônus é proporcional aos meses trabalhados no ano base. Confira o gráfico:

Os resultados mostram um avanço importante: 72% afirmam saber que o valor é proporcional ao tempo trabalhado.
Isso indica que a maioria já entende que o benefício não corresponde automaticamente a um salário mínimo completo, mas varia de acordo com os meses trabalhados no ano base.
Por outro lado, 17% disseram que não sabiam desta regraenquanto 11% disseram já ter ouvido falar, mas não tinham certeza.
Na prática, quase 3 em cada 10 trabalhadores ainda têm algum nível de dúvida sobre como o valor é definido. Este ponto é fundamental.
Quando o trabalhador entende que o pagamento depende dos meses trabalhados, é possível calcular bônus salarial 2026 com mais precisão e melhor planejamento, evitando frustrações ao receber um valor diferente do esperado.
As informações sobre proporcionalidade já estão mais difundidas, mas ainda há espaço para avanços, principalmente na explicação prática do cálculo.
Para 61%, as regras do PIS/PASEP são de fácil compreensão
Na pergunta a seguir, perguntamos se os leitores consideram fácil ou difícil de entender as regras do PIS/PASEP. Confira o gráfico:

Os dados mostram que 61% consideram as regras fáceis de entendero que é uma indicação positiva de maior acesso à informação.
No entanto, 24% classificam como “mais ou menos”demonstrando que ainda existem pontos de dúvida ou complexidade.
Além disso, 8% consideram as regras difíceise 7% nunca tentaram entender.
Somando esses grupos, percebemos que quase 4 em cada 10 trabalhadores ainda enfrentam algum nível de barreira para compreender plenamente o benefício.
Com os dados coletados é possível compreender que houve avanço na familiaridade com as regrasmas a simplificação da informação continua a ser essencial.
Quanto mais claro o processo, maiores serão as chances de o trabalhador acessar o PIS/PASEP com segurança e utilizar o valor estrategicamente no orçamento deste ano.
Aplicativos oficiais focam a busca por informações sobre o benefício
Na próxima etapa, perguntamos onde os leitores costumam procurar informações sobre o benefício. Confira o gráfico:

Os dados mostram que 71% usam aplicativos oficiais, como CTPS Digital e gov.brconsolidando esses canais como principal fonte de informações sobre o PIS/PASEP em 2026.
Este número é bastante significativo e indica que a maioria dos trabalhadores já prioriza mídia digital e oficial consultar dados sobre o subsídio.
Em contraste, 10% buscam informações em portais de notícias e 9% usam redes sociais.
Embora esses canais também sejam fontes de atualizações, eles exigem atenção redobrada para evitar desinformação e notícias falsasbastante comum hoje em dia.
Já 3% dizem que recorrem a amigos ou familiaresenquanto 7% dizem que não costumam procurar informaçõesfato que pode indicar desinteresse ou mesmo desconhecimento sobre a importância do benefício.
Com os resultados, vemos um avanço importante na digitalização do acesso à informação.
Ao mesmo tempo, reforça que ainda há uma parcela que pode estar vulnerável à falta de atualização ou à dependência de terceiros para compreender os seus direitos.
A mesada é essencial ou uma ajuda importante para o orçamento de 78%
Perguntamos também como os leitores veem o abono salarial dentro do próprio orçamento. Confira o gráfico:

Os dados são bastante reveladores. 39% afirmam que o benefício é fundamental para fechar as contas do mêsenquanto outros 39% consideram o valor uma ajuda importante.
Somados, isso significa que 78% veem o PIS/PASEP como algo relevante para o equilíbrio financeiro.
Este número mostra que, para a grande maioria, o subsídio não é apenas “dinheiro extra”, mas sim um recurso que impacta diretamente o planejamento.
Num cenário de despesas fixas elevadas e pouco espaço para imprevistos, esse valor pode representar o pagamento de contas atrasadas, quitação de dívidas ou até mesmo a reorganização do orçamento.
Por outro lado, 14% vêem isso como um renda extra únicoe 8% dizem que o benefício não faz diferença. Embora esses percentuais sejam menores, indicam que o impacto varia de acordo com a realidade financeira de cada trabalhador.
Esse dado reforça um ponto central da pesquisa: em 2026, o O PIS/PASEP continua tendo peso real no bolso dos brasileiros.
Para muitos, não é apenas um complemento, é parte fundamental para manter o equilíbrio das finanças.
Dívidas são principal destino do abono salarial em 2026
Na próxima pergunta perguntamos como o leitor pretende utilizar o valor do benefício, caso receba o benefício este ano. Confira o gráfico:

Os dados mostram um cenário bastante simples: 60% pretendem usar o valor para pagar dívidas. Ou seja, para a maioria, o PIS/PASEP terá como objetivo a regularização da vida financeira, priorizando a redução de pendências e juros acumulados.
Além disso, 21% afirmam que usarão o valor para cobrir contas básicascomo aluguel, energia e alimentação.
Somando esses dois grupos, percebemos que 81% destinariam o benefício para despesas essenciais ou questões financeiraso que reforça o peso do subsídio no orçamento.
Uma parcela menor mostra foco no planejamento ou consumo: 7% pretendem mantê-lo como reserva, 4% acham que sobre lazer e 8% ainda não decidiram como usar o valor.
O cenário é claro: para a maioria dos trabalhadores, o bônus representa uma oportunidade de reorganizar as finanças e aliviar as pressões acumuladas ao longo do ano.
Reajuste do salário mínimo torna bônus mais relevante
Na questão a seguir, questionamos se o reajuste do salário mínimo em 2026 torna o abono mais relevante para os trabalhadores. Confira o gráfico:

Os dados mostram que 72% consideram que o reajuste torna o benefício ainda mais importante. Esse número revela que a maioria entende a relação direta entre o salário mínimo e o valor do abono, pois a partir dele o pagamento é calculado.
Por outro lado, 15% afirmaram que o reajuste não altera a relevância do benefícioenquanto 7% disseram que eram indiferentes.
Além disso, 6% não sabiam que havia reajusteo que demonstra que ainda há uma parcela que não acompanha de perto as atualizações econômicas.
Na prática, Quando o salário mínimo aumenta, o valor máximo do benefício também aumentao que aumenta o seu impacto no orçamento.
Este resultado reforça que o PIS/PASEP continua sensível às mudanças económicas e que os trabalhadores estão cada vez mais conscientes de como essas atualizações influenciam diretamente o que entra na conta.
Planejamento financeiro antes de receber o auxílio
Quando questionados se costumam planejar como utilizar o valor antes de receber o benefício, nossos leitores responderam:

Os dados mostram que 76% já sabem antecipadamente como vão usar o dinheiroo que indica um valor mais estratégico e consciente em relação ao abono salarial.
Esse número revela que a maioria das pessoas não espera o valor chegar na conta para decidir o destino, o planejamento vem em primeiro lugar.
Por outro lado, 12% dizem que só pensam nisso quando o dinheiro é depositadoenquanto outros 12% afirmam que utilizam de acordo com a necessidade do momento.
Estes grupos demonstram uma postura mais reativa, ajustando a decisão de acordo com as circunstâncias.
O resultado é um sinal positivo. Quando o trabalhador antecipa e define prioridadeso benefício tende a gerar um impacto mais eficiente no orçamento.
Em 2026, o bônus não está sendo tratado como uma surpresa, mas como parte do planejamento financeiro da maioria dos brasileiros.
Sem o bônus, a situação financeira seria mais difícil para metade dos trabalhadores
Por último, pedimos Como seria a situação financeira dos leitores sem receber o abono salarial?. Confira o gráfico:

Os dados revelam um cenário muito sensível. 51% dizem que a situação seria muito mais difícilenquanto 27% dizem que seria um pouco mais difícil.
Somados, isso significa que 78% sentiriam algum impacto negativo direto no orçamento caso não recebessem o benefício.
Apenas 22% disseram que a situação permaneceria a mesmaindicando que, para a maioria, o PIS/PASEP desempenha um papel relevante e, em muitos casos, essencial na organização das contas.
Na prática, esses números mostram que o abono salarial ajuda a manter o equilíbrio financeiro, evitar atrasos e diminuir a pressão no final do mês.
Diante desse cenário, uma coisa fica clara: ter o benefício é importante, mas não depender exclusivamente dele é ainda mais essencial.
Ter organização financeira faz toda a diferença para lidar com imprevistos e reduzir a vulnerabilidade orçamentária.
Algumas práticas simples podem ajudar:
- Crie um planilha de despesas para visualizar entradas e saídas
- Separe despesas fixas e variáveis
- Estabeleça prioridades no pagamento de contas
- Alocar parte dos valores extras, quando possível, para uma reserva.
Aqui no meutudo acreditamos que informação e planejamento andam juntos. O abono salarial pode ser um importante aliado, mas é o organização financeira que garante maior tranquilidade ao longo do ano.
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