A Apple está preparando uma ofensiva no segmento de óculos inteligentes com um dispositivo que aposta em construção refinada e variedade de armações para enfrentar os modelos Ray-Ban do grupo Meta.
A informação consta na edição mais recente da newsletter Power On, assinada por Mark Gurman, principal repórter da Bloomberg para assuntos da companhia.
O projeto, identificado internamente pelo codinome N50, deve ser apresentado ao público no final de 2026 ou nos primeiros meses de 2027, com disponibilidade comercial prevista para entre março e julho do mesmo ano.
O que os óculos da Apple vão fazer
O novo acessório não contará com telas para realidade aumentada. A proposta se alinha ao conceito popularizado pelos óculos Ray-Ban Meta: câmeras integradas para captura de fotos e vídeos, alto-falantes para chamadas e reprodução de música e interação por comando de voz.
A diferença virá por meio de uma versão consideravelmente reformulada da assistente Siri, que chegará com o iOS 27 e permitirá operação sem o uso das mãos.
Os óculos funcionarão como um acessório do iPhone. A maior parte do processamento dependerá da conexão com o smartphone, que também será responsável pela edição e pelo compartilhamento do conteúdo capturado. Notificações do telefone poderão ser espelhadas no dispositivo.
Para interpretar o ambiente ao redor, o sistema usará visão computacional. As câmeras lerão o contexto físico do usuário e alimentarão a Siri e a Apple Intelligence com informações situacionais.
O objetivo é viabilizar recursos como direções mais precisas em mapas e lembretes baseados no que foi visto.

Material e variações de estilo
A Apple desenhou as armações internamente, sem recorrer a parcerias com grifes de moda ou óticas. O material escolhido para o corpo principal é o acetato, opção mais resistente e de toque superior em comparação ao plástico convencional.
Quatro formatos estão em avaliação, com acabamentos em preto, azul-marinho e marrom claro. As especificações de design testadas pela Apple estão consolidadas a seguir.
| Especificação | Detalhes em teste |
|---|---|
| Estilo 1 | Armação retangular grande, similar aos Ray-Ban Wayfarer |
| Estilo 2 | Armação retangular mais fina, semelhante ao modelo usado por Tim Cook, Diretor Executivo (Chief Executive Officer, CEO) da Apple |
| Estilo 3 | Armação oval ou circular maior |
| Estilo 4 | Armação oval ou circular menor e mais refinada |
| Material principal | Acetato |
| Cores em estudo | Preto, azul-marinho e marrom claro |
| Arranjo das câmeras | Lentes ovais orientadas verticalmente, cercadas por luzes indicadoras |
A estratégia de inteligência artificial vestível
O N50 usa um trio de dispositivos focados em inteligência artificial que a Apple planeja lançar nos próximos anos.
Os outros dois produtos são uma versão do AirPods Pro equipada com câmeras e um pingente também dotado de câmera. A função comum a todos é captar informações visuais dos arredores e fornecer contexto para os sistemas de inteligência da empresa.
O caminho primeiramente adotado pela Apple para seus óculos era outro. Há uma década, o cronograma previa um headset de realidade aumentada que dependia do iPhone (estava planejado para 2020), além de óculos de realidade aumentada para 2022.
Apenas o Apple Vision Pro chegou ao mercado, com anos de atraso. Modelos com telas integradas de realidade aumentada ainda estão distantes. A consultoria Omdia projeta um lançamento apenas para 2028, com painéis duplos de 0,6 polegada baseados na tecnologia Diodo Orgânico Emissor de Luz sobre Silício (OLEDoS).
A tecnologia OLEDoS, também chamada de Micro-OLED, consiste na montagem de Diodos Orgânicos Emissores de Luz (OLED) diretamente sobre um substrato de wafer de silício monocristalino.
O processo usa métodos de fabricação de semicondutores para atingir miniaturização extrema e densidade de pixels elevada.
O perfil de consumo energético se beneficia da integração dos circuitos diretamente no backplane de silício via tecnologia de Semicondutor de Óxido Metálico Complementar (CMOS).
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Um competidor tardio com vantagens de ecossistema
Para finalizar, Gurman avalia que a combinação de marca consolidada, chips projetados sob medida, extensa rede de varejo e integração profunda com o iPhone posiciona a companhia para repetir esse ciclo. A execução, contudo, dependerá de uma Siri funcional e confiável.
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Fontes: WCCFtech | 9to5mac | PhoneArena



