A antiga “Cidade de Pedra”, a 910 metros no norte de Minas Gerais, encanta pela arquitetura europeia e pelo mistério de um diamante

Data:

Esculpido no muro da Serra do Espinhaço, o Presépio Natural Mãos de Deus ocupa 3.600 m² em Grão mogolconhecida como “Cidade de Pedra” é a antiga capital da mineração de diamantes no norte de Minas Gerais.

Um registro esculpido na rocha da Serra do Espinhaço

O Presépio Natural Mãos de Deus Foi inaugurado em 9 de dezembro de 2011 e é considerado o maior presépio permanente ao ar livre do mundo. A obra ocupa 3.600 m² no topo da montanha, com presépios integrados ao muro quartzítico do Serra do Espinhaço.

São 15 esculturas em tamanho natural, parte em pedra-sabão e parte em cimento, distribuídas em oito estações que narram o anúncio do anjo Gabriel à manjedoura. Cada pedaço de pedra-sabão pesa entre 700 e 800 kg. Detalhes da obra estão no site Arquidiocese de Montes Claros.

Experimente a essência do Grão Mogol: trilhas mágicas na Serra do Espinhaço, vinhos artesanais e um presépio gigante que encantam a alma. // Créditos: Wikipédia

Quem foi o homem que doou o monumento à cidade?

O empresário Lúcio Marcos Bemquerer nasceu no Grão Mogol e regressou à cidade depois de duas décadas a viver no estrangeiro. Do quintal de uma casa centenária, ele avistou um presépio pronto no amontoado de pedras da montanha, formado pela própria paisagem.

Comprou o terreno, instalou acessos, grades e pisos e contratou escultores mineiros. Antonio da Silva Reisde Contare Edson Novaisde Ouro Negro. Em 2018, doou tudo para a Arquidiocese de Montes Claros, que mantém o espaço aberto o ano todo. Bemquerer morreu em 2021, mas recebeu carta de Papa Francisco abençoando o trabalho.

Por que Grão Mogol é chamada de Cidade de Pedra?

Ruas inteiras pavimentadas com quartzito empilhado e casas com paredes ásperas dão ao centro a sensação de uma vila medieval europeia. O conjunto arquitetônico foi tombado em 2016 pela Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG)garantindo a preservação dos edifícios construídos no século XIX.

O destino aparece entre os Melhores Aldeamentos Turísticos do Brasil indicado pela ONU Turismo, de acordo com o Agência Minas. Quem passa Rua Direita Ainda é possível encontrar os chamados sóis maçônicos, pedras dispostas em forma de sol em frente às casas onde viviam membros da maçonaria do século XIX.

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O norte de Minas Gerais esconde tesouros históricos entre montanhas. O vídeo é do canal Portal de Aventurascom 10 mil assinantes, e detalha o encanto histórico e as belezas naturais do Grão Mogol. O Portal Aventuras é referência em destinos.

O que ver entre o centro histórico e o parque estadual?

As atrações estão concentradas em distâncias curtas e podem ser combinadas em um fim de semana. Grande parte do percurso é feito a pé pelas casas tombadas.

  • Igreja Paroquial de Santo Antônio: construída na segunda metade do século XIX inteiramente em pedra, está entre as 10 igrejas imperdíveis de Minas Gerais.
  • Trilha do Barão: cerca de 8 km de calçamento de pedra construído por mão de obra escrava, atravessa montanhas com paisagens abertas.
  • Parque Estadual do Grão Mogol: 143 km de perímetro administrado pelo Instituto Estadual de Florestas, com chapadas, cachoeiras, sempre-vivas e rios perenes.
  • Cachoeira do Inferno: cachoeira em meio ao cerrado de altitude, dentro do parque estadual.
  • Casa da Cultura: construção em pedra no centro, com coleções sobre o ciclo do diamante e a história da mineração.

Os sabores do norte de Minas e do vinho da montanha

A culinária segue a tradição caipira com carnes curadas, raízes e queijos artesanais. A novidade é o enoturismo, segmento recente que surpreende quem associa a região apenas ao cerrado.

  • Frango caipira com quiabo: preparo no fogão a lenha, servido com arroz, angu e couve refogada.
  • Queijo artesanal do norte de Minas: produzido em fazendas vizinhas, com sabor mais intenso que o das regiões tradicionais de Minas Gerais.
  • Carne de sol com mandioca: herança sertaneja, frita no óleo de coco da região.
  • Vinhos da Adega Vale do Gongo: produção local de uvas Merlot, destaque do enoturismo no Serra Geral.
Cidade histórica na Serra do Espinhaço com Parque Estadual, cachoeiras, igrejas coloniais e enoturismo. // Créditos: Wikipédia

Quando ir curtir as montanhas mineiras?

O clima é tropical semiárido de altitude, com noites frescas o ano todo. A estação seca é a mais procurada, com céu limpo e temperaturas amenas para trilhas longas.

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☀️ Verão

Dez – fevereiro

19-29ºC

Média

É a melhor hora para ver o cachoeiras com volume totalembora as fortes chuvas exijam atenção redobrada nas trilhas.

🌊 Águas Fortes

🍂 Outono

Mar – maio

17-27°C

Média

Com chuvas moderadas e temperaturas agradáveis, o período é ideal para explorar trilhas e o centro histórico.

🌦️ Clima ameno

🧣 Inverno

Junho – agosto

12-25°C

Média

Aproveite a baixa pluviosidade para enoturismo e admirar o céu estreladobem como visitar presépios locais.

✨ Céu limpo

🌸 Primavera

Setembro – novembro

17-30ºC

Média

Um espetáculo visual com campos rochosos em flor. As temperaturas sobem, preparando a chegada do verão.

🌿 Flor

Temperaturas aproximadas com base em Clima. As condições podem variar.

Como chegar à cidade de pedra?

Grão Mogol fica a 560 km de Belo Horizontepela BR-040 até CurveloBR-135 até Montes Claros e mais 140 km BR-251. O aeroporto mais próximo é o de Montes Claros, a 148 km, com voos diretos das principais capitais. A estrada final atravessa paisagens de transição entre cerrado e caatinga.

Vá ver o presépio que Bemquerer deu para Serra

Grão Mogol guarda uma combinação rara: passado mineirocasas inteiras de pedra e um monumento religioso esculpido na própria serra. Poucos lugares no Brasil oferecem tanta história e silêncio em distâncias tão curtas.

É preciso subir a montanha e ver de perto o presépio que transformou a Serra do Espinhaço em palco de oito presépios.

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