O Anvisa ordenou a apreensão imediata do autoinjetor de adrenalina Epipenimportado pela rede Pague menos. A medida proíbe o armazenamento, comercialização, distribuição, transporte e publicidade do produto em todo o território nacional.
Por que a Anvisa proibiu a venda desses produtos?
A decisão foi motivada pelo anúncio da venda de medicamentos de origem estrangeira sem registro sanitário na Anvisa. Sem esse controle, o Agência Nacional de Vigilância Sanitária não pode garantir a real composição, segurança ou eficácia do item ao consumidor.
Os produtos vendidos clandestinamente representam alto risco, pois não passam pelos rigorosos testes exigidos no Brasil. A medida visa proteger a saúde pública contra substâncias que podem não produzir o efeito terapêutico prometido em situações de emergência.
Que outros medicamentos foram afetados pela inspeção?
Além do autoinjetor, o fitoterápico Extrato de Valerianada marca Foglie Di Tètambém foi alvo de apreensão por falta de habilitação. O fabricante Produtos Naturais da Aldeia está proibido de armazenar, vender, distribuir, fabricar, transportar e divulgar o produto, sob pena de severas sanções.
Abaixo, listamos os principais itens mencionados na Resolução (RE) 1.280/2026:
- Autoinjetor de adrenalina Epipen.
- Extrato de Valeriana (fitoterapia não licenciada).
- Lucielo 50 Eltrombopag Olamina (não registrado).
- Luciale 150mg Cloridrato de Alectinibe (não registrado).
As empresas Oncomed Distribuidora e Pague menos deverão retirar os itens de circulação de acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A supervisão contínua é essencial para manter a integridade do mercado farmacêutico brasileiro.
Quais são os riscos de consumir medicamentos não registrados?
Medicamentos sem registro no Anvisa podem conter dosagens incorretas ou mesmo substâncias tóxicas não declaradas no rótulo. Em casos de reações alérgicas graves, um autoinjetor com composição defeituosa pode ser fatal, pois não reverte o quadro clínico esperado.
A rastreabilidade também fica comprometida, impedindo que o paciente conheça as reais condições de transporte e armazenamento da carga. O transporte de medicamentos sem autorização está sujeito a multas e processos administrativos para os distribuidores envolvidos, conforme publicado no Diário Oficial da União.
Como identificar se um medicamento é seguro?
Todo produto legalizado deverá apresentar o número de registro na embalagem, começando pelo dígito 1 e precedido pela sigla EM (Ministério da Saúde). O consumidor pode conferir esse número diretamente no portal eletrônico da Anvisa para confirmar a validade técnica do lote.
A transparência dos dados ajuda a prevenir o consumo de mercadorias piratas ou contrabandeadas que circulam por canais de vendas duvidosos. Escolher estabelecimentos credenciados e exigir nota fiscal são passos fundamentais para garantir que o tratamento seja seguro e livre de fraudes.
O que fazer se você comprou um produto proibido?
Se você comprou algum dos itens listados, o Anvisa é interromper o uso imediatamente e procurar orientação médica. É possível denunciar farmácias ou sites que ainda exibem propagandas desses medicamentos clandestinos por meio da ouvidoria oficial da Anvisa.
Manter-se informado sobre atualizações de saúde protege não apenas você, mas toda a comunidade, contra práticas comerciais abusivas. A saúde é um direito fundamental e depende de uma regulamentação forte e activa para evitar que substâncias perigosas cheguem às mãos dos pacientes.


