O YouTube modificou suas diretrizes de conteúdo para anunciantes, permitindo monetização integral de vídeos que abordam temas como automutilação, aborto, suicídio e violência doméstica e sexual. A plataforma implementou essa mudança na semana passada, conforme comunicado divulgado em 16 de janeiro de 2026 pelo canal Creator Insider. A atualização beneficia principalmente conteúdos dramatizados ou apresentados de forma não gráfica.
A nova política possibilita que criadores obtenham mais receita publicitária ao tratar de assuntos sensíveis, desde que evitem representações explícitas ou descrições gráficas detalhadas. Materiais relacionados a abuso infantil, tráfico sexual infantil ou transtornos alimentares permanecem inelegíveis para monetização completa.
Motivação para a mudança
A decisão surgiu após a empresa identificar que suas regras anteriores estavam excessivamente limitantes. O YouTube reconheceu que as diretrizes prejudicavam especialmente conteúdos dramatizados que, apesar de abordarem temas controversos, poderiam ser adequados para veiculação de anúncios.
“Analisamos mais a fundo e descobrimos que nossas diretrizes nessa área haviam se tornado muito restritivas e acabaram desmonetizando uploads como conteúdo dramatizado”, disse o YouTube.
Impacto para os criadores
A atualização favorece principalmente produtores de conteúdo que desenvolvem materiais dramatizados ou compartilham experiências pessoais sobre temas sensíveis. Anteriormente, esses vídeos recebiam um ícone de dólar amarelo, indicando monetização limitada.
“No passado, o nível de detalhamento gráfico ou descritivo não era considerado um fator significativo para determinar a adequação do conteúdo aos anunciantes, mesmo para alguns materiais dramatizados“, explicou o YouTube. “Consequentemente, esses vídeos geralmente recebiam um ícone de dólar amarelo, o que restringia sua capacidade de serem totalmente monetizados. Com a atualização desta semana, nossas diretrizes estão se tornando mais permissivas e os criadores poderão obter mais receita com anúncios”.
Critérios para monetização
A plataforma pertencente ao Google não divulgou dados específicos sobre quantos canais ou vídeos receberão benefícios com a mudança. Também não há informações sobre como os anunciantes reagirão à flexibilização ou se existirá algum sistema adicional para que escolham em quais tipos de conteúdo controverso desejam exibir seus anúncios.
“Esse conteúdo pode abordar tópicos que os anunciantes consideram controversos, mas que, no fim das contas, se sentem confortáveis em exibir seus anúncios. Por exemplo, o conteúdo pode estar em um contexto fictício ou ser narrado a partir de experiências pessoais de forma superficial ou não explícita. Portanto, desde que o conteúdo evite cenas ou segmentos muito descritivos ou explícitos, os criadores agora podem obter mais receita com anúncios”
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