Senado aprova corte de benefícios fiscais e maior tributação de apostas e fintechs

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O Senado Federal aprovou, por ampla maioria (62 votos a 6), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 128/2025, que promove cortes de 10% em benefícios fiscais e aumenta impostos sobre apostas esportivas e fintechs.

O projeto também tira pontos da chamada “tributação BBB”, que atinge bancos, apostas e bilionários. O texto agora segue para sanção presidencial e com a nova regra, o governo espera arrecadar R$ 22,45 bilhões no próximo ano.

Próximo, Confira os impactos da tributação das apostaso que muda na tributação das fintechs, como o projeto afeta os investidores e os benefícios fiscais.

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  • Aqui estão as informações mais relevantes sobre a notícia:
  • O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 128/2025, que corta em 10% os benefícios fiscais e aumenta os impostos sobre apostas esportivas e fintechs, com o objetivo de arrecadar R$ 22,45 bilhões no próximo ano.
  • A taxa de imposto sobre as apostas desportivas será aumentada de 12% para 15% em 2028, e as empresas de apostas terão de reduzir a margem de receita que conseguem manter para financiar as suas operações, de 88% para 85%.
  • As fintechs terão aumento na alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), de 9% para 15% a partir de 2028, com o objetivo de aumentar a receita do setor financeiro.
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Quais são os impostos sobre as apostas desportivas?

Com a nova legislação aprovada pelo Senado, o setor de apostas esportivas estará sujeito a um aumento gradual da carga tributária.

A alíquota, que atualmente é de 12%, será aumentou gradativamente até atingir 15% em 2028.

Esta mudança na tributação das apostas faz parte de um pacote que visa aumentar a receita pública em R$ 22,45 bilhões em 2026superando a meta fiscal de R$ 20 bilhões prevista no Orçamento.

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Além disso, o governo reduzirá progressivamente a margem de receita que estas empresas podem manter para financiar as suas operações.

Hoje, apostas retêm até 88% da receita brutamas esse percentual cairá para 87% em 2026, 86% em 2027 e 85% em 2028. A diferença será destinada à Previdência Social, como forma de redistribuir os recursos gerados pelo setor.

Outro ponto importante é o enquadramento como crime de divulgação de plataformas de apostas não autorizadas no país, o que deverá restringir ainda mais a atuação de empresas clandestinas no mercado nacional.

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O que muda na tributação das fintechs?

Fintechs também terá aumento relevante na alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Atualmente em 9%, aumentará para:

  • 12% em 2026 e 2027
  • 15% a partir de 2028

Para outras instituições financeiras (como bancos de crédito e financiamento), as taxas serão ainda maiores, sendo de 17,5% até 2027 e 20% a partir de 2028.

Esta medida também visa aumentar as receitas do setor financeiroque tem altas margens de lucro, segundo o governo.

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O que muda nos juros sobre capital próprio e nos benefícios fiscais?

Com a aprovação do PLP 128/2025, a alíquota do Imposto de Renda retida na fonte sobre os rendimentos pagos via Juros sobre capital próprio (JCP) passará de 15% para 17,5%.

O JCP é um mecanismo utilizado pelas empresas para distribuir lucros aos acionistas com vantagens fiscais e, portanto, os investidores também serão diretamente afetados pela nova legislação tributária.

Segundo o governo, o aumento da carga corrige distorções no atual modelo de remuneração de lucros.

Ao mesmo tempo, o Senado aprovou uma Corte linear de 10% em uma série de benefícios fiscais federaisincluindo PIS/Cofins, IPI e CSLL.

A proposta também estabelece que novos incentivos fiscais terão validade máxima de cinco anos e que o total das isenções não pode ultrapassar 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

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No caso das empresas enquadradas no regime de Lucro Presumido, o corte atinge openas aqueles com renda bruta valor anual superior a R$ 5 milhõesum aumento em relação ao limite anterior de R$ 1,2 milhão.

O relator do projeto, senador Randolfe Rodrigues, destacou que o cortes em benefícios fiscais serão responsáveis ​​por R$ 17,5 bilhões da arrecadação prevista, sendo a principal fonte de receita da proposta.

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Por que as alterações ao projeto foram rejeitadas?

Durante a votação no plenário do Senado, o relator do PLP 128/2025, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), decidiu manter integralmente o texto aprovado pela Câmara, rejeitando todas as alterações que propunham alterações no mérito.

Esses sugestões buscavam excluir certos setores da tributaçãopreservar regimes diferenciados ou mesmo modificar pontos estruturais do projeto, o que, segundo o relator, comprometeria os objetivos fiscais da proposta.

No parecer lido no início da sessão, Randolfe defendeu a rejeição para garantir coerência do texto final e cumprimento das metas de captação de recursos.

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Apenas duas alterações editoriais foram aceitascom o objetivo de adequar a linguagem normativa e técnica, sem interferir no conteúdo material do projeto.

Portanto, com a aprovação do projeto pelo Senado, o governo avança em sua estratégia de reforço de receita e reduzir distorções no sistema tributário, visando setores considerados mais rentáveis ​​e revendo em larga escala os incentivos fiscais.

A proposta, que agora vai para sanção presidencialé tratado como peça-chave para viabilizar o Orçamento de 2026 e cumprir a meta de resultado fiscal.

Se for sancionado sem vetos, as novas regras impactarão as empresasinvestidores e mercado financeiro a partir do próximo ano.

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